PROCEDIMENTO OPERACIONAL: TRATATIVA DE REINCIDÊNCIAS


PROCEDIMENTO OPERACIONAL: TRATATIVA DE REINCIDÊNCIAS

Diretrizes de Escalonamento, Diagnóstico Avançado e Resolução Definitiva

1. OBJETIVO

Este documento estabelece as diretrizes normativas para a tratativa de atendimentos reincidentes na Novalink. O foco central é a eliminação de testes repetitivos que geram desgaste na experiência do cliente, a aceleração da resolução de problemas de alta complexidade e a garantia de uma cadeia de escalonamento técnica auditável e eficiente.

2. REGRA OBRIGATÓRIA — PRÉ-ATENDIMENTO

Antes de iniciar qualquer diagnóstico ou interação técnica com o cliente, o atendente do Nível 1 (N1) deve, obrigatoriamente, realizar a auditoria do histórico de Ordens de Serviço (OS) e chamados encerrados nos últimos 30 dias, observando:

  • Volume de Incidentes: Quantidade total de OS abertas no período móvel.
  • Motivos: Classificação dos motivos registrados para identificar padrões.
  • Associação: Existência de correlação técnica entre os chamados anteriores.
  • Instabilidade Crônica: Identificação de clientes com 3 ou mais quedas de conexão em um intervalo de 90 dias.

3. CRITÉRIOS DE SEVERIDADE CRÍTICA

Independentemente da contagem de reincidências, o atendimento será escalado imediatamente ao Nível 2 (N2) caso o cliente se enquadre em um dos perfis abaixo:

  1. Interrupção Prolongada: Cliente sem conectividade há mais de 72 horas consecutivas.
  2. Educação/Avaliação: Clientes em período de provas ou aulas online síncronas.
  3. Segmento Corporativo: Clientes B2B com contratos de SLA diferenciados.
  4. Risco de Churn: Clientes que manifestaram intenção de cancelamento devido à reincidência técnica.

4. FLUXO DE ESCALONAMENTO TÉCNICO

4.1. Primeira Reclamação (1ª OS)

Atendimento remoto padrão executado pelo Nível 1. O foco é a resolução no primeiro contato (FCR) utilizando a Base de Conhecimento.

  • Ações: Validação PPPoE, verificação de sinal óptico (ONU) via UNM, análise de alarmes e eventos de rede.

4.2. Segunda Reclamação (2ª OS — Mesmo Motivo nos Ultimos 30 dias)

O atendimento passa a ser de responsabilidade do Nível 2 (Remoto). O N1 deve apenas registrar a reincidência e realizar o handoff imediato.

  • Ações: Diagnóstico avançado de Radius, análise de firmware, monitoramento de estabilidade em tempo real e cruzamento de dados de vizinhança.
  • Obrigação: Início do protocolo de Análise de Causa Raiz (RCA).

4.3. Terceira Reclamação (3ª OS — Mesmo Motivo nos Ultimos 30 dias)

Acionamento obrigatório de Visita Técnica Presencial para inspeção física da última milha.

  • Ações: Medição de potência óptica em múltiplos pontos, validação de conectores/emendas, teste de substituição de hardware (CPE) e verificação de infraestrutura externa.

4.4. Quarta Reclamação (4ª OS — N2 Presencial)

Intervenção de campo realizada por um técnico de Nível 2. É terminantemente proibida a repetição de testes básicos (reiniciar equipamentos ou checar luzes).

  • Ações: Consolidação de todo o histórico técnico, investigação de interferências eletromagnéticas ou problemas intermitentes de infraestrutura e aplicação de solução definitiva.
  • Entrega: Relatório de Diagnóstico Consolidado anexado à OS.

5. MATRIZ DE RESPONSABILIDADES

NívelResponsabilidade PrincipalTipo de Intervenção
N1Triagem e Resolução BásicaRemoto Standard
N2 RemotoDiagnóstico Avançado e RCALógica / Software
CampoInspeção de InfraestruturaFísica Standard
N2 PresencialSolução de Conflitos ComplexosFísica Avançada
N3 (Ultra)Engenharia e ProjetosEstrutural

6. DIRETRIZES GERAIS E QUALIDADE

1. Vínculo de Dados: Nenhuma OS de reincidência pode ser fechada sem o campo “OS de Origem” devidamente preenchido.
2. Follow-up: Após a resolução de uma 2ª ou 3ª reincidência, o suporte deve realizar contato proativo com o cliente em 24 horas para validar a estabilidade.

3. Documentação: O N3 (Consultor Ultra) só poderá ser acionado após o esgotamento comprovado das etapas de N1, N2 e Campo.